sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Estrada


Caminho por esta estrada,

Vagueio por este caminho,

Tenho como companhia a minha espada,

Como cruz o meu destino...

Passo pelas multidões transparente

respirando um ar cansado,

Acompanho evoluções inerente

a um presente ou a um passado...

Como certeza carrego os diasque passaram,

Como dúvida encaro os diasque hão-de vir...

No pensamento tenho a lembrança

dos sabores que perderam o valor,

Na consciência tenho a demência de um louco feliz...

De um ser insano e profano...

De um adulto com alma de criança...

De um luar mundano,

De um sonho e uma esperança...

Numa flôr revejo o mundo,

Num sorriso um segundo...

Na tristeza a pureza,

Num olhar desiludido uma cruel frieza,

A dureza da mesma estrada

por onde vagueio e caminho...

Eu e minha espada,

A minha cruz e o meu destino...

5 sonharam comigo...:

antonio - o implume disse...

A demência é-nos mais compensadora do que a espernaça, encontramos aí um caminho mais curto para a felicidade.

Tiago R Cardoso disse...

também vagueio nessa estrada, sem destino certo, parando em todos os cruzamentos há procura de uma estrada com melhor piso.

excelente momento.

Salto-Alto disse...

Gostei imenso do texto e da forma como escreves.

Anjo Negro disse...

É na estrada da vida, que cruzamos os diversos caminhos que decidimos tomar ... Neles há o desconhecido, mas não caminhar por medo é o nosso pior erro ... Beijos linda, o teu Anjo Negro

André Couto disse...

Acho que calcorreamos os mesmos caminhos.
Pisamos, ainda que separados por barreiras invisivelmente inultrapassáveis, os passos um do outro. Que ambos cheguemos, sem muitas cicatrizes, ao fim do nosso caminho.
Seja lá onde isso for.

Hoje deu-me para estas coisas...

Bjs endiabrados!!

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