sábado, 18 de setembro de 2010




Vagueando nas ruas da alma,
tento encontrar os traços, os meus pedaços,
O que fui, o que sou, ou o que serei...
Perco-me nos buracos que começaram pequenos,
Foram aumentando e por dentro estilhaçando,
O que fui, o que sou, o que não serei...

Portas mal fechadas, fechaduras forçadas,
Espaços vazios e inócuos, fugazes barulhos
Que só eu sei ouvir... das portas que não queria abrir..

Percorro os caminhos descalça de sonhos,
Os olhos turvos e cabisbaixos, desprovida de tudo...
Sento-me no chão e procuro onde deixei o que era,
O que fui, o que sou, o que serei...

No silêncio acutilante oiço o meu eco ressoar..
As lágrimas caem salgadas e sozinhas,
Travei batalhas que não as minhas,
As perguntas amontoadas num canto sem resposta
Lembram-me que é chegada a hora,
De desistir... de me deixar ir...


O que fui? O que sou? O que serei?
Apenas de uma coisa eu sei...
Perdi as cores com as quais um dia me pintei...

5 sonharam comigo...:

Kotta1947 disse...

Esta é a prova de que voltou em força. Belissimo. Bjo.

Helena Mota disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
No one disse...

lindo :x

Puro e Verdadeiro disse...

pode ser que mais tarde ganhes cores das mais lindas do universo, sabes uma coisa eu sou complectamente viciado nos Within Temptation.bjs

José Rios http://terradonabo.blogs.sapo.pt disse...

Olá!
Provavelmente já não te lembras de mim.

Ando desaparecido, mas vou tentar escrever mais vezes.

Gostei deste poema, vou ler os outros! :)

Fica bem, e continua!

http://terradonabo.blogs.sapo.pt

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